quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Antígona de Sófocles, do Neura

Dia 07 o Teatro da Neura estreará Antígona, uma tragédia grega escrita em 441 a.C. por Sófocles. Tanto o autor como a peça é tida como uma das mais mportnt6es da dramaturgia ocidental de todos os tempos.

Daqui, até o dia da estréia, todos os escritos serão sobre o processo que nos levou a motar esse espetáculo. Acho que, dessa forma, quem ler, poderá curtir melhor a peça e compartilhar conosco as conquistas, perdas, chateações e angústias que nos acompanharam. E, nessa última semana, acompanharão a ansiedade que já é uma presença a mais na sala de ensaio dos integrantes do grupo.

Nessa reta final só me vem a lembrança o início como se o processo estivesse morrendo e assim a gente fica lembrnado da infâncias das coisas. E a nossa infância desse processo se deu desde o momento que estávamos sentados escolhendo qual seria nosso próximo espetáculo.

E a partir disso tudo, pude ver o quanto de vaidade e ego de um lado travou uma luta ferrenha contra a curiosidade e vontade de dar certo do outro. A turma da curiosidade venceu. Pra variar, o processo expulsou aqueles que não estavam preparados pra ultrapassá-lo.

E digo, meu amigos curiosos que lêem esse sutil texto: a arte expulsa mesmo. Não é f´cil superar princípios e criar novos; não é fácil superar nossas vaidades e desejos a favor de um projeto maior que nós; não é fácil admitir que, num projeto sério, você não será o mais importante; não é fácil deixar a "tentação" de passar por alguns momentos individuais mais gostosos em troca de um jeito coletivo de viver muitas vezes pouco confortável. Sim, não é fácil

E foram com essas dificuldades - algumas esmiuçadas por aqui nessa série - que fizeram de Antígona o projeto mais importante do Teatro da Neura. Não é a toa que conquistamos prêmios e reconhecimentos.

Agora virá o mais importante: a troca com a platéia.

Aguardamos você lá dia 07.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Conferência Municipal de Mogi, com pouca adesão, aconteceu

O que era esperado aconteceu: a Conferência Municipal de Cultura Mogi das Cruzes e a pouca adesão por parte dos artistas e população.

Apesar de saber que pouca gente se interessa por discussões mais pensadas sobre as coisas, vale lembrar que, quando a administradação do Sr. Marco Bertaiolli (DEMo, PFL, PSDB - é tudo a mesma coisa) iniciou, a Secretaria de Cultura chamou uma conversa com a classe artística para conversar e compreender o que queriam. Bem, aquilo já era uma forma de Conferência - ou estou enganado? - mas, como já era previsto por várias pessoas, era apenas uma chuva de verão: vem com tudo mas passa rapidinho e volta tudo ao normal logo depois.

Com o passar do tempo nada aconteceu com a Secretaria. Aliás, aconteceu. Houve, por força pessoal do prefeito, uma tentativa de fazer a Virada Cultural na cidade mesmo sem o interesse do Governo do Estado - vejam só! - e curiosamente não houve adesão do público e, apesar da mídia omitir, o CEMFORPE deu pane na rede elétrica por mais de 1 hora até que alguém arrumasse deixando as crianças que se apresentavam e o público presente meio que sem saber o que acontecia.

Depois disso, nada de muito sério ou que representasse que a Secretaria de Cultura estava interessada no que os artistas necessitam.

Daí para pouca adesão na Conferência não precisa muita coisa. A classe pode não ser o exemplo de organização mas também não é idiota. Adere quando percebe que o diálogo será respeitado.

Ora, porque será que na Conferência de Suzano 322 pessoas participaram e em Mogi pouco mais de 70? Contando com os funcionários!! Vale uma reflexão mais profunda.

Mas nem tudo foi ruim.

Quem foi colaborou, fez usa parte, contribuiu e acreditou que é imprescindível participar para resistir contra o descaso e a arrogância que assola administrações públicas no Alto Tietê. Propostas bem intencionadas e que indica que as pessoas estão atentas naquilo que realmente podem ajudar a melhorar políticas públicas.

Há muito trabalho a fazer e a luta é para que a administração não leve as propostas somente como algo que não lhe compete. Dessa vez, vira documento e para os que foram, tenho certeza que a politização ficou mais ampla e forte.

Parabéns para a Helizete e Nicoliche por terem sido escolhidas como delegadas. Estamos juntos para construir dias mais felizes, mas lúdicos e divertidos. Infelizmente, para esses dias chegarem será preciso muita luta e visão para os dias que estão por vir.

sábado, 24 de outubro de 2009

Quem Quer Ser Professor?



Por Claudio Domingos Fernandes

Você está em dúvida se pretende ou não ser ou continuar sendo professor? Agora você tem um bom motivo para o ser. A Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou projeto da gestão José Serra (PSDB) que prevê aumento salarial extra de 25% aos professores que forem bem em uma prova. A partir de agora, um professor da rede estadual de São Paulo terá condições de, ao final da carreira, chegar a um salário superior a R$ 6 mil mensais.

Note bem, meu amigo: Ao final da carreira (cerca de 25 anos) e depois de passar por exames. Não é só, porém caro amigo, para entrar na faixa dos 10% mais bem pagos do país, você precisa manter-se numa mesma escola e ser assíduo.

Isto não será difícil. Basta apenas você escolher uma escola bem situada, com suas estruturas bem conservadas, com seus equipamentos em perfeitas condições de uso, com um bom quadro de professores, tão animado quanto você e bem entrosados, assessorados por uma boa equipe pedagógica e uma qualificada equipe de apoio, e acima de tudo, com um número razoável (20%) de alunos interessados pelo estudo e assessorados pela família. Meu amigo, você tirará de letra: será um professor por excelência.

Mas façamos um exercício: por restrições orçamentárias, apenas 20% do professorado poderá atingir o patamar dos 10% de profissionais mais bem pagos do país. Considerando, pois, que a maior parte do professorado é desqualificada ou descompromissada (e esta é a aposta explicita deste Governo), vamos supor que na pior das hipóteses 30% do professorado chegue ao mesmo nível de excelência que você, mas, pelo projeto apresentado pelo governo, apenas 20% pode ser contemplado com o miraculoso salário de um pouco mais de seis mil reais.

Pois bem, que critério será levado em consideração para contemplar a você e não a outro se ambos estiverem na mesma situação e puderem ser contemplados? É preciso lembrar que o texto aprovado fala de até 20% e “havendo recursos”. Para alguns especialistas, este até abre margens para que o governo estipule outros índices abaixo desta faixa. Uma queda de arrecadação, por exemplo, pode puxar para 15%, 10% o número de beneficiados. Imagine, meu amigo, depois de todo o seu empenho, na hora da merecida recompensa, falta recurso.

Pois bem amigo, reza, faz figa, vá ao terreiro, bate três vezes na madeira e se apegue a todos os santos para que a economia se mantenha estável ou continue a crescer. Outra coisa, caro amigo, você já leciona no Estado, mas não é efetivo, desculpa! Um abraço! É que a promoção poderá ser obtida pelos 130 mil integrantes efetivos do magistério e para os cerca de 80 mil professores temporários que se tornaram estáveis pela Lei 1010 (SPPrev), quando cumprirem quatro anos de seu primeiro vínculo com a Secretaria de Educação como temporários.

O governo e seus papagaios de plantão falam que “as novas regras da promoção tornarão as carreiras do magistério mais atrativas para bons alunos egressos do Ensino Médio”, no entanto propõe um projeto para quem está ao menos dez anos na rede. Um aluno egresso da Universidade hoje só poderá participar deste processo em 2015, se participar do próximo concurso, for aprovado, passar pela escola de Formação do Estado e assumir cargo em 2011.

Este aluno atingirá, considerando que, uma vez empossado, passe pelos posteriores exames e cumpra todas as exigências, a maior faixa salarial por volta de 2036.

Mas voltemos à economia, algo que não entendo e por isso questiono: Supondo que a economia se mantenha estável e o índice de inflação continue nos patamares de hoje, daqui a 2036 qual será o índice acumulado? O que este jovem professor irá receber será em valores corrigidos? Duvido!

Está para terminar o ano, e não tivemos sequer a correção das perdas do último ano. Então eu tenho a impressão que o mais de seis mil reais que o governo promete pagar aos mais bem preparados professores do Estado daqui a 25 anos, se estes fizerem parte do grupo de excelência se houver recursos suficientes se as regras do jogo não mudarem etc, não vá equivaler tanto mais que a remuneração inicial para a jornada de 40 horas semanais, que hoje é de R$ 1.834,85.

Meu amigo, se você ainda quer entrar neste barco, boa sorte. Daqui a 25 anos teremos uma elite de profissionais bem pagos (espero que você faça parte deste time), mas em vias de aposentar no meio de uma maioria de professores com salários defasados e tão ou mais descontentes que o professorado de hoje que não quer apenas receber bem, mas ser respeitado enquanto profissional, tendo as condições dignas e necessárias para cumprir sua função.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Justiça Cassa 13 vereadores do DEMo, PFL, PSDB - tudo a mesma coisa



do Última Instância

O juiz Aloísio Sérgio Resende Silveira, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, cassou o mandato de 13 vereadores e um suplente da Câmara Municipal de São Paulo acusados de receber doações irregulares de campanha do setor imobiliário. Com a decisão, a Câmara perde quase um quarto de seus 55 membros. Cabe recurso da sentença.

Foram cassados os vereadores Adilson Amadeu (PTB), Adolfo Quintas Neto (PSDB), Carlos Apolinário (DEM), Carlos Bezerra Júnior (PSDB), Cláudio Roberto Barbosa de Souza (PSDB), Dalton Silvano (PSDB), Domingos Dissei (DEM), Gilson Barreto (PSDB), Marta Freire da Costa (DEM), Paulo Abou Anni (PV), Ricardo Teixeira (PSDB), Ushitaro Kamia (DEM) e Wadih Mutran (PP). Eles também ficarão inelegíveis pelos próximos três anos.

Segundo informações do TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo), o juiz entendeu que as doações feitas pela AIB (Associação Imobiliária Brasileira) são irregulares. Uma investigação do Ministério Público relevou que a associação seria, na verdade, um braço do Secovi-SP, o sindicato do setor imobiliário, que está proibido por lei de fazer doações eleitorais.

O advogado Ricardo Penteado, que defende nove dos 13 vereadores cassados, afirma que o juiz não faz menção ao Secovi no despacho. Ele nega as irregularidades e diz que recorrerá da sentença. Segundo Penteado, o TRE-SP e o TSE já tem entendimento favorável aos vereadores nesse tipo de caso. "O próprio juiz reconhece no despacho que sua tese é minoritária", ressalta.

Por outro lado, o promotor eleitoral Maurício Antonio Ribeiro Lopes reafirma que a relação entre a ABI e o Secovi foi a base para a investigação do MP e diz que o magistrado cita o sindicato. De acordo com o promotor, a Associação doou irregularmente R$ 10,8 milhões nas eleições de 2008.

No mês de maio, a AIB firmou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com a Promotoria, se comprometendo a não fazer mais doações eleitorais. Com o acordo, a entidade se livrou de ser processada pelas irregularidades.

Outro lado

Procurado pela reportagem, o Secovi informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não ainda não foi notificado sobre a decisão e que não se manifestaria sobre o caso.

Os vereadores Adilson Amadeu e Paulo Abou Anni ainda não retornaram o contato da reportagem. Os advogados de Wadih Mutran ainda não tem um posicionamento oficial e o vereador Ricardo Teixeira está de licença nos próximos 30 dias e só se manifestará a partir do dia 16 de novembro.

Os outros nove vereadores são defendidos por Ricardo Penteado.

Nas representações à Justiça Eleitoral, o MP pediu a revisão da prestação de contas desses vereadores com base no artigo 30-A, da lei 9.504/97, e na lei 64/90, que prevêem a cassação de registro e declaração de inelegibilidade por três anos quando comprovados captação ou gastos ilícitos de recursos.

Colaboraram Daniella Dolme e Mariana Ghirello.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Mostra de Referências é boicotada

Meus amigos, veja só que delícia.

A Mostra de Referências Teatrais de Suzano, que hoje é considerada como um dos eventos mais importantes do Alto Tietê e um dos mais significativos de Suzano por seu olhar, proposta e ousadia, desde que iniciou a temporada desse ano (dia 08 de outubro) está sendo praticamente esquecida pelo jornal O Diário de Suzano.

Bem, não é por ter outra atividade na cidade com esse porte porque não tem; muito menos por ter acontecido algum escândalo político, que não houve.

Então pergunto: o que houve? Por que será que esse jornal não está noticiando um evento pra a população de Suzano e região? O que será que faz esse jornal achar que é fazendo isso que a coloca como uma publicação com responsabilidade e a serviço da população?

Bem, como passei da fase de achar que isso acontece porque as pessoas são assim mesmo, devo achar que é porque faltou dinheiro nos cofres da diretoria. Aquela coisa de tentar forçar veladamente a darmos dinheiro e aí sim eles veiculam.

Palhaçada.

E sabem o que mais me deixa feliz nessa história toda e é por isso que estou aqui escrevendo essas mal traçadas linhas? Porque mesmo com esse boicote besta e infantil, o público está vindo, participando, vendo grandes espetáculos e voltando. O que siginifica que o jornalecozão não está com essa bola toda.

Portanto meus editores desse jornal diário, vocês podem boicotar esse projeto, mas terão que engolir o fato de não serem os únicos detentores de divulgação. Temos um blog, uma Prefeitura que é digna que está acima dessas manobras capitalistas e um movimento de teatro que resiste a essas palhaçadas dessa imprensa que sempre esteve ao lado da direita na hora H e contra a população.