terça-feira, 7 de maio de 2013

O PRIMEIRO NEUROFOBIA A GENTE NUNCA ESQUECE

Programação do Neurofobia em 2008: um épico

Esse aniversário do Teatro da Neura tem um gosto especial. Dentro da nossa pequena história no teatro de grupo do Alto Tietê, sempre fizemos várias atividades que pudessem estar em contato com a plateia sob outro ponto de vista.

E nesse ano fizemos muita coisa: bate-papos, temporadas de nosso repertório, visitantes reconhecidos na área e dispostos a trocar conosco em Suzano. E esse conosco é, naturalmente, com aqueles que lá estavam pra trocar: era um evento aberto, divulgado, organizado e voltado para o pensamento teatral.

Foi uma paulada. Paulada de todos os lados. Parte da classe teatral não entendeu a proposta de troca e não compareceu. No começo ficamos chateados, mas logo percebemos que ganhou quem estava lá, quem trocou com aqueles grandes profissionais.

Nós, ansiosos também, fizemos tudo o que nos foi possível para trazer profissionais do TAPA, Folias D´Arte, Cia do Latão, Os Fofos Encenam e Grupo 3 de Teatro de BH ao mesmo tempo que remontamos todo o nosso repertório, estreamos uma peça nova – Vidros – e lançamos a primeira edição da Revista Catarse num coquetel de lançamento (sim, um coquetel de lançamento!)

Com certeza, por falta de experiência e recursos financeiros fizemos certos atropelos, mas não na intenção e proposta inicial. Abrir nosso pensamento, nossa criação, nossos conhecidos foram as metas principais. Queríamos estar próximo de todos até mesmo pra entender o mundo a nossa volta, a cidade que pulsava cultura e arte que tinha naquela época grandes agentes pra isso.

Naquele ano, recebemos uma carta anônima. Como toda carta anônima, achamos divertida, amadora e com certeza absoluta, invejosa. Nos divertimos tanto, que na peça Restos que já era assumidamente a peça mais anárquica do grupo, chegamos a lê-la na íntegra para uma plateia que não entendia porque estávamos lendo “denúncias” assim, sem dó nem medo. Fizemos porque era divertido, porque a carta tinha uma clara intenção de assustar e, claro, porque era amadora demais pra gente levar a sério: tinha que estar em Restos!

Foi o primeiro ano também que pensamos de forma mais forte quanto ao material gráfico. Fizemos uma material comemorativo de 4 anos com todas as peças existentes até ali. Enquanto estávamos na Câmara dos Vereadores de Suzano em manifestação contra a direita que ainda estava chateada por ter perdido a boquinha e queria cassar o prefeito Marcelo Candido de qualquer jeito, uma atriz que estava aprendendo a mexer no Corel abria um boneco do programa pra aprovarmos senão não sairia a tempo. Aprovamos aquele “boneco” com gritos por todos os lados!

Foi um ano atípico pra todos.

Ao terminar percebemos o quanto nos foi prazeroso estar ali fazendo tudo aquilo. Alí foi dada a largada para um grupo mais organizado. Nos programamos como nunca, planejamos ao máximo nossas ações, erramos muito, acertamos outros tantos e seguimos.

Resumidamente foi isso.

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