segunda-feira, 25 de maio de 2015

QUANDO É ASSIM...


E quando dá aquela sensação de que o governo – seja ele municipal, estadual e federal – não respeita seus fazedores de cultura seja pelo tratamento enganador no diálogo franco com todos, seja na transparência de suas decisões, seja na desqualificação de seus funcionários comissionados que se servem de pequenezes para lidar com a classe artística ou ao “escolher” a programação - quando há – oferecida a população, seja pelo já conhecido orçamento vergonhoso que destinam a pasta?


E quando sabemos que o único caminho certo para que, a médio prazo – veja que nem é a longo prazo – tenhamos políticas públicas bacanas seja na ampliação da discussão, na transparência e publicidade (aquele ato de tornar público o fato) dos mais variados encontros culturais e suas deliberações reais e objetivos alcance o maior número de pessoas para que a população entenda o que a classe artística pretende de verdade e apoie a sua causa é a mais certeira e profunda mas ainda se faz conversa de bastidores, tratamento com poucos, decisões prévias e pseudo deliberações democráticas?

E quando percebemos que é importante aproximarmos a nossa prática ao nosso discurso mas insistimos em falar uma coisa e nos bastidores fazermos outra?

E quando usamos critérios para acusar aquele ou outro de “antiéticos”, “alienados”, “de negociatas estranhas” e outros blás blás blás mas não usamos os mesmos critérios quando percebemos que é possível que estejamos fazendo o mesmo ou, pior, pactuando com esse ou aquele que podem realmente ser classificados nesses adjetivos?

E quando esse ou aquele não pensa igual a você para construir uma sociedade mais potente culturalmente a partir das necessidades do povo e também da sociedade contemporânea e transformar isso tudo em matéria cultural?

E quando, depois de anos e anos e anos e anos e anos e anos e anos e anos de editais públicos espalhados pelo país ainda não é possível saber quantos artistas foram contemplados, quanto se alcançou de público, quais as reais necessidades de alteração em lei para melhorar essa política “social-democrata” e transformá-la em uma real comunicação entre a arte e a população mas ninguém está nem aí “desdequeeusejacontempladonoedital”?

E quando?...e quando?...e quando?...

Quando é assim, aí a gente continua conversando para achar caminhos.

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